Conto

Irmãos

Um conto negro baseado em sentimentos reais. Escrito em Português da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. Leonardo Custódio é doutor em ciências sociais e pós-doutorando na Åbo Akademi University, na Finlândia. Cria de Magé.

Escrevivência

Depois da Carta ao Lázaro Ramos

Semana passada, eu escrevi uma carta para Lázaro Ramos. Na carta, eu descrevi o que seu livro, Na Minha Pele, tinha significado para mim. Horas depois, Lázaro leu e, emocionado, compartilhou a carta com seus milhares de seguidores no Facebook e Twitter. Daquele dia pra cá, esse papo com o Lazinho rendeu conversas e experiências extraordinárias. Deixa eu contar mais ou menos o que aconteceu.

Resenha

Na Nossa Pele

Querido Lazinho, eu sou o Léo. Desculpe a intimidade. Mas acabei de ler seu livro e não tem como não ser íntimo. Até porque no livro você fala comigo. Me faz várias perguntas. Quis tanto saber de mim. Então resolvi te escrever. Acho importante te dizer o quanto seu livro é importante para mim e tantos outros de nós – meninos e homens negros – no país.

Escrevivência

A força silenciadora da branquitude

Este texto foi uma reflexão originalmente publicada no site da rede anti-racista Raster (Finlândia) sobre minha experiência angustiante como único negro num evento anti-racista na Suécia. Depois que escrevi o texto, descobri a fala da admirável filósofa Djamila Ribeiro (Tedx São Paulo) sobre a necessidade de romper com silêncios em lutas anti-racistas. Meu texto, então, é um complemento à esse debate.

Prática de Pesquisa

Conversa e coletividade na favela para transformar pesquisas acadêmicas

No último sábado, participei do encontro “Para quem e para que servem as pesquisas acadêmicas realizadas nas favelas?”, no Colégio Estadual Clóvis Monteiro, na favela de Manguinhos, Zona Norte do Rio. De lá, voltei para Magé aliviado, satisfeito e revigorado pra continuar na luta pela construção de ambiente acadêmico mais inclusivo e por uma pesquisa em ciências sociais com mais diversidade e maiores níveis de participação popular.

Reflections

“Another One”: Counting Murders on the Outskirts of the Marvelous City

While the Brazilian national team suffered the worst defeat of all time, Magé—my hometown, located in the greater metropolitan region of Rio de Janeiro—grieved yet another murder. The sadness and outrage experienced while counting Germany’s goals are metaphors of a much greater tragedy: the apparent ineffectiveness of state public security policies on the outskirts of the state capital.

Reflexão

“Mais um”: Contando Assassinatos na Periferia da Cidade Maravilhosa

Enquanto a seleção brasileira sofria a maior derrota de todos os tempos, Magé–minha cidade natal na região metropolitana do Rio de Janeiro–lamentava mais um assassinato. A tristeza e a revolta ao contar gols da Alemanha são metáforas de uma tragédia muito maior: a aparente ineficácia das políticas de segurança pública do Estado na periferia da capital carioca.

Conto

Olímpio

Semana passada, eu conheci Olímpio quando fui de Magé para a Central de trem. Com Olímpio (e depois sem ele) eu vi coisas bem interessantes do subúrbio e do cotidiano das viagens de trem. Ou imaginei? Deixa eu contar e você decide entre a veracidade dos fatos ou a imaginação do conto.

Prática de Pesquisa

“Passeio Etnográfico” na Maré Ocupada

Eu passei a maior parte do último sábado (dia 17) na Maré. A Maré é uma região formada por dezesseis favelas na Zona Norte do Rio de Janeiro. Desde março a Maré está ocupada pelas forças armadas. Eu comentei com uma amiga moradora que eu gostaria de ver como as coisas estão na favela ocupada. Eu tenho imaginado como a ocupação tem afetado o dia-a-dia do lugar. Então ela me levou pra dar um “passeio etnográfico”. Estas são algumas percepções que tive durante e depois do passeio.

Research Practice

An “Ethnographic Walk” around Army-Controlled Maré

I spent most of last Saturday in Maré. Maré is a region formed by sixteen favelas in the North Zone (low-income working-class region) of Rio. Since March Maré has been occupied by the army. I mentioned to a local friend that I would like to see the favela with the presence of the army. I have wondered how it has affected the everyday life of the place. So she took me around for what she called an “ethnographic walk”. These are some perceptions I had during and after it.

Commentary

The civic legacy of the Rio 2016 Olympic Games

Rio’s preparations for the 2016 Olympics have been marked by human rights violations. Unfortunately, the sacrifice of the poorer for the progress of a city historically ruled by the rich is not new. But now, organized citizens have increasingly reacted. The Olympics have created a promising set of civil society alliances that may be re-shaping citizens’ involvement in Rio’s local politics.