Category: Blog PT-BR

Conversa e coletividade na favela para transformar pesquisas acadêmicas

No último sábado, participei do encontro “Para quem e para que servem as pesquisas acadêmicas realizadas nas favelas?“, no Colégio Estadual Clóvis Monteiro, na favela de Manguinhos, Zona Norte do Rio.

De lá, voltei para Magé aliviado, satisfeito e revigorado pra continuar na luta pela construção de ambiente acadêmico mais inclusivo e por uma pesquisa em ciências sociais com mais diversidade e maiores níveis de participação popular.

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Acampa do Levante: a experiência que toda(o) jovem deveria ter

O terceiro acampamento do Levante Nacional da Juventude – que rolou em Belo Horizonte do dia 5 ao dia 9 de Setembro – foi uma das coisas mais marcantes que já presenciei na vida.

O tempo todo eu fiquei pensando em como teria sido fantástico ter de novo quase vinte anos e estar ali no Ginásio do Mineirinho entre os 7 mil jovens do Brasil todo curtindo, cantando, dançando e aprendendo junto sobre respeito, solidariedade, humanidade e luta por uma sociedade mais igualitária.

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“Que horas ela volta?” – Filme para Ver com os Pais

Que horas ela volta?” é o filme brasileiro (Anna Muylaert, 2015) que está dando o que falar por retratar o local onde as desigualdades brasileiras ficam mais explícias: na casa, geralmente grande, onde convivem patrões e empregados.

Mas eu não vou falar do filme em si. Ao invés, quero dar uma dica à um público especial. Os parecidos comigo, que viveram em maior ou menor grau as experiências da filha da empregada.

Veja o filme. Se você se identificar com a Jéssica (Camila Márdila), dá um jeito de ver o filme com seus pais também. É na relação entre ela e a mãe Val (Regina Casé) que para gente como nós – universitários negras(os), pardas(os) ou mesmo brancas(os) filhas(os) de pais trabalhadores de renda média ou baixa – que está o coração do filme.

O filme gera uma chance ótima de conversar sobre o incômodo que eu e suponho que outros como eu tenham vivido ao ter uma vida de experiências, vivências e possibilidades graças ao sacrifício dos nossos pais (ou tios, avós…) que tiveram bem menos que nós.

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“O aspecto que mais me chamou atenção foi como a comunicação comunitária acontece”

Entrevista sobre o Projeto de comparação da Mídia e Jornalismo nos BRICS publicada no jornal O Cidadão da Maré em 14/10/2014.

Pesquisador brasileiro fala sobre pesquisa que investiga sistemas de mídia nos cinco países que integram o bloco econômico conhecido como BRICS. Leonardo Custódio (35) nasceu em Magé, município localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e desde 2007 mora na Finlândia. No país escandinavo, fez mestrado (2007-2009) e hoje cursa o doutorado, na Escola de Comunicação, Mídia e Teatro (Universidade de Tampere). Custódio destaca o tema de sua pesquisa pessoal, iniciada em 2009 e com término previsto para 2015. “Investigo as motivações e objetivos que moradores de favela têm para usar mídias em suas lutas diárias contra as consequências do preconceito e desigualdades sociais.”

Na entrevista a seguir, Leonardo Custódio cita algumas semelhanças e diferenças existentes nos sistemas de mídia nos cinco países que integram o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). E tem uma esperança: que essa pesquisa tenha resultados práticos. “Considerando as coisas como são, ter um diálogo dessa amplitude parece utópico, mas precisamos contribuir de alguma forma, certo?”, afirma ele.

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