Depois da Carta ao Lázaro Ramos

Semana passada, eu escrevi uma carta para Lázaro Ramos. Na carta, eu descrevi o que seu livro, Na Minha Pele, tinha significado para mim.

Horas depois, Lázaro leu e, emocionado, compartilhou a carta com seus milhares de seguidores no Facebook e Twitter. Daquele dia pra cá, esse papo com o Lazinho rendeu conversas e experiências extraordinárias. Deixa eu contar mais ou menos o que aconteceu. Continue reading “Depois da Carta ao Lázaro Ramos”

Na Nossa Pele

Querido Lazinho,

Eu sou o Léo. Desculpe a intimidade. Mas acabei de ler seu livro e não tem como não ser íntimo. Até porque no livro você fala comigo. Me faz várias perguntas. Quis tanto saber de mim. Então resolvi te escrever. Acho importante te dizer o quanto seu livro é importante para mim e tantos outros de nós – meninos e homens negros – no país.

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A força silenciadora da branquitude

Desde 2009, tenho me dedicado a compreender o que é e como acontece o midiativismo em favelas. A partir de agora, no pós-doutorado (2017-2019), pretendo me dedicar também à questão do midiativismo entre pessoas que lutam contra o racismo no Brasil e na Finlândia. Este texto foi uma reflexão originalmente publicada no site da rede anti-racista Raster (Finlândia) sobre minha experiência angustiante como único negro num evento anti-racista na Suécia. Depois que escrevi o texto, descobri a fala da admirável filósofa Djamila Ribeiro (Tedx São Paulo) sobre a necessidade de romper com silêncios em lutas anti-racistas. Meu texto, então, é um complemento à esse debate.

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