What a strike in Rio tells about us as people

(originally posted as a Facebook status update in 28/02/2014)

The other day, in a chat with a photojournalist about human rights violations in Rio, I argued that the problem in the city is not FIFA or IOC, but ourselves as people. This photo album I share illustrates the point I made in that talk.

I told her that I believe we Brazilians (not only the elites) do not often care about what happens inside favelas (our kinds of slums). That is why the evictions, the murders, the drug trade and the low living conditions have persisted for over a century since the first favela was built. As long as those problems do not affect us non-favela dwellers, we don’t care.

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O Brasil em “12 anos de Escravidão”

(Publicado como atualizacão de status no Facebook em 28/02/2014)

Fui ver “12 Anos de Escravidão” ontem e saí boladão do cinema. Chorei de raiva. Fechei os olhos pra não ver certas brutalidades. Mas a qualidade da produção, a lembrança borrada da infância e a metáfora do cotidiano me fizeram achar o filme uma obra-prima.

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Pesquisar, aprender e agir: o que eu faço e pra que serve

(Postado originalmente como nota no Facebook em 15 de Marco de 2014)

Uma das perguntas que mais ouço de pessoas amigas na Finlândia, no Brasil, em Magé e no Facebook é: “o que você faz na Finlândia?” Eu sempre respondo “faço doutorado e pesquisa”. Só que de um tempo pra cá, eu percebi que essa resposta é vaga. Sinto que quando as pessoas dizem: “Ahnnn, entendi…”, elas querem dizer: “que pesquisa?”, “pra que serve?”, “do que exatamente tu tá falando?”

Essa nota é para minha família e meus amigos que se interessam e tem curiosidade de saber o que eu faço.  Que querem saber meus motivos e objetivos pra fazer pesquisa.  Também é para as pessoas que eu tenho conhecido nesse processo do doutorado. Pessoas com quem tenho conversado, entrevistado, acompanhado e principalmente admirado pelo que fazem.

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The civic legacy of the Rio 2016 Olympic Games

(Originally written in April 17, 2013)

Rio’s preparations for the 2016 Olympics have been marked by human rights violations. Unfortunately, the sacrifice of the poorer for the progress of a city historically ruled by the rich is not new. But now, organized citizens have increasingly reacted. The Olympics have created a promising set of civil society alliances that may be re-shaping citizens’ involvement in Rio’s local politics.

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