A força silenciadora da branquitude

Desde 2009, tenho me dedicado a compreender o que é e como acontece o midiativismo em favelas. A partir de agora, no pós-doutorado (2017-2019), pretendo me dedicar também à questão do midiativismo entre pessoas que lutam contra o racismo no Brasil e na Finlândia. Este texto foi uma reflexão originalmente publicada no site da rede anti-racista Raster (Finlândia) sobre minha experiência angustiante como único negro num evento anti-racista na Suécia. Depois que escrevi o texto, descobri a fala da admirável filósofa Djamila Ribeiro (Tedx São Paulo) sobre a necessidade de romper com silêncios em lutas anti-racistas. Meu texto, então, é um complemento à esse debate.

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Talk and Collectivity in Favelas to Change Academic Research

Last saturday, I participated in a meeting entitled “To whom and what for are academic research conducted in favelas?” (page in Portuguese) The event happened at a public school in Manguinhos, a favela located at the low-income North Zone of Rio de Janeiro.

After having inspiring talks, I returned home with a sense of relief, satisfaction and renewed strength to keep struggling for the construction of a more inclusive academic environment and for a more diverse and more participatory social science research.

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Conversa e coletividade na favela para transformar pesquisas acadêmicas

No último sábado, participei do encontro “Para quem e para que servem as pesquisas acadêmicas realizadas nas favelas?“, no Colégio Estadual Clóvis Monteiro, na favela de Manguinhos, Zona Norte do Rio.

De lá, voltei para Magé aliviado, satisfeito e revigorado pra continuar na luta pela construção de ambiente acadêmico mais inclusivo e por uma pesquisa em ciências sociais com mais diversidade e maiores níveis de participação popular.

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Como palmiteiros nascem? Uma reflexão de quem sempre palmitou

A palmitagem existe. Eu sei que existe porque eu palmito. É doloroso e incômodo assumir isso, mas é preciso falar: eu sempre palmitei.

Também é urgente. A palmitagem – regra de homens negros privilegiados se relacionarem com mulheres brancas – me parece como uma das faces mais cruéis do racismo estrutural em que vivemos.

*Este texto foi escrito originalmente em 30 de setembro de 2016. Edições e links foram adicionados em 5 de novembro de 2017.

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