Criminalização da favela no noticiário continua

Publicado originalmente no site Observatório da Imprensa em 07/10/2014

Uma das maneiras de diminuir a criminalização das favelas no noticiário policial é a diversificação as fontes. Ouvir moradores com mais frequência ajudaria a quebrar o estigma de que favelas são apenas territórios de medo e conivência controlados por facções criminosas. Por isso a popularização das redes sociais na periferia criou uma expectativa de mudança da representação das favelas e bairros pobres na cobertura jornalística do cotidiano.

No Rio, por exemplo, milhares de moradores – em anonimato ou “botando a cara” – se fazem ouvir diariamente narrando, analisando e contextualizando o que acontece nas favelas. Está claro que jornalistas da grande mídia ouvem as vozes online. Mas a criminalização das favelas e vitimização dos moradores continua. Como vimos na primeira semana de outubro, não adianta ter acesso à mais fontes se não há disposição ou interesse para criar novas narrativas.

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