A persistente relevância de “Pele Negra, Máscaras Brancas”

A relevância do clássico Pele Negra, Máscaras Brancas, de Frantz Fanon (disponível em português aqui), continua até hoje, 65 anos depois da sua primeira edição em francês. Por esse motivo, a nova edição da Pluto Press, em inglês, é definitivamente bem-vinda.

A versão original deste texto foi publicada no site LSE Review of Books, da London School of Economics and Political Science (LSE), de Londres. Ler aqui.

Frantz Fanon (1925-1961)

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A força silenciadora da branquitude

Desde 2009, tenho me dedicado a compreender o que é e como acontece o midiativismo em favelas. A partir de agora, no pós-doutorado (2017-2019), pretendo me dedicar também à questão do midiativismo entre pessoas que lutam contra o racismo no Brasil e na Finlândia. Este texto foi uma reflexão originalmente publicada no site da rede anti-racista Raster (Finlândia) sobre minha experiência angustiante como único negro num evento anti-racista na Suécia. Depois que escrevi o texto, descobri a fala da admirável filósofa Djamila Ribeiro (Tedx São Paulo) sobre a necessidade de romper com silêncios em lutas anti-racistas. Meu texto, então, é um complemento à esse debate.

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Como palmiteiros nascem? Uma reflexão de quem sempre palmitou

A palmitagem existe. Eu sei que existe porque eu palmito. É doloroso e incômodo assumir isso, mas é preciso falar: eu sempre palmitei.

Também é urgente. A palmitagem – regra de homens negros privilegiados se relacionarem com mulheres brancas – me parece como uma das faces mais cruéis do racismo estrutural em que vivemos.

*Este texto foi escrito originalmente em 30 de setembro de 2016. Edições e links foram adicionados em 5 de novembro de 2017.

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Porque #somostodosmacacos é ignorante, insensível e idiota

Daniel Alves comeu a banana que uma pessoa jogou no campo. A reação ao ato racista foi espontânea e genial. Ao ver o vídeo, eu sorri com um pouco de orgulho.

Mas a campanha #somostodosmacacos que veio depois me irritou muito.

Quem compartilha essa frase provavelmente nunca sofreu com o preconceito que o termo “macaco” carrega.

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